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Metodologia

Atualizado em 26/11/14 16:05.

A proposta de constituir, no Campus Jataí/UFG, um centro regional de referência para o desenvolvimento rural sustentável, fundamentado em práticas agroecológicas e em ações que integram ensino, pesquisa e extensão, será executada em três fases distintas e interdependentes, a saber: Experimentação e validação de tecnologias; Práticas agroecológicas sustentáveis; e Exposição e disponibilização de tecnologias.

Primeiramente, para uma maior segurança na condução das atividades agroecológicas, envolvendo experimentações e validação de tecnologias, a área da gleba deverá ser isolada com alambrado para evitar a invasão de animais (bovinos) e de pessoas alheias à seriedade dos experimentos concernentes ao uso e manejo do solo, da água e das plantas. Para isso serão necessários serviços de terceiros equivalentes a 40 dias-homem para fincar 400 postes e fixar 2000 m de alambrado.

Outra necessidade é a restauração de um barraco de 20 m², existente no local, o qual será utilizado como base logística para guardar ferramentas, insumos e materiais de apoio aos executores da proposta, uma vez que a gleba encontra-se a 1,2 km do galpão mais próximo. Para o qual também serão necessários serviços de terceiros equivalentes a 30 dias-homem para troca de madeiramento, telhado, portas e janelas, bem como a instalação de água e sanitário. Outras atividades concernentes a serviços de transporte, e uso de máquinas e implementos para preparo do solo, de canteiros e viveiros serão atribuídas à Universidade.

Em seguida, através do planejamento de uso das terras, a área da gleba será classificada em setores conforme o microclima e a aptidão agrícola que se destina cada atividade. Este planejamento será feito de forma que a implantação do processo produtivo esua condução causem o menor impacto possível ao ecossistema local. O planejamento de uso da gleba visa a utilização adequada dos recursos naturais de maneira que o desenvolvimento e a saúde da planta sejam favorecidos. Nesse contexto serão viabilizadas técnicas para restabelecer a terra degradada, com medidas de correção e conservação do solo e da água, bem como dos nutrientes essenciais à planta, adotando o cultivo de leguminosas inoculadas e a incorporação de matéria orgânica. Esta última, inicialmente, será fornecida pelas agroindústrias locais, parceiras nesta proposta. A adoção de algumas medidas acima citadas requer análise química do solo e de resíduos, bem como a aquisição de corretivos e fertilizantes fosfatados.

Visando a preservação do ambiente, serão criadas áreas de refúgios para os inimigos naturais dos principais insetos e invasores, resguardando a mata ciliar e cultivando plantas com propósitos variados.

Para manter o Centro Integrado em atividade de produção permanente, serão adotados sistemas de rotação, consórcio e escalonamento de plantio diversificado, para hortaliças, tuberosas, bem como para variedades de cereais e leguminosas. Para fugir dos riscos climáticos e evitar situações de estresse hídrico, serão utilizadas práticas de irrigação. A água será tomada de fonte próxima da área, mas para isso será necessário construir um reservatório de 150 m³, o que requer o serviço de 20 dias-homem. A adoção de tais práticas também requer um kit de irrigação modular (por gotejamento), cujos componentes básicos são: conjunto moto-bomba; conjunto de sucção e recalque, cavalete de filtragem, cavaletes duplos para setores, tubos de distribuição em polietileno de 26 mm e tubo para linhas laterais.

Todas as ações planejadas serão registradas em computador e projetadas em um mapa relacionado a uma base de dados geográficos, para posteriormente, serem demarcadas no terreno, segundo os seus aspectos físicos, ambientais, de uso e conservação, agrupando-os por zonas e setores.

Experimentalmente, dentro de cada zona serão sugeridas formas de maximização da eficiência de uso do solo através da diversificação das atividades agroecológicas que, na medida do possível, prevê as seguintes atividades, de maneira integrada:

  1. Agrícola: cultivo de cereais, leguminosas, hortaliças de várias espécies, frutíferas diversificadas, raízes, tubérculos, forrageiras e espécies nativas;
  2. Pecuária: criação de peixe, aves, abelhas e minhocas;
  3. Floresta: implantação de sistemas agroflorestais – SAF e outros de base agroecológica, para recuperação de áreas degradadas, para adensamento de remanescentes de vegetação com o propósito de produzir madeira e forragem para diversos fins, como gerar renda por meio de produtos da agrobiodiversidade (sementes, frutas, mel, etc);
  4. Reciclagem: reuso de resíduos orgânicos através de compostagem, vermicompostagem, biofertilizantes, etc
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